Educarbrasil's Blog

O site busca noticiar principalmente temas relacionados à educação, em todos os níveis.

“Você não pode perder esse trem!”

Posted by educarbrasil em junho 30, 2010

Nesta revolução tecnológica em que estamos vivendo o e-commerce veio para ficar e se você quer vender, não pode perder esse trem e ser atropelado por quem já embarcou.

É o que disse Régis Freitas, da CobreBem, em sua palesra sobre Meios de Pagamento na Internet, no seminário Comércio Eletrônico para as micro, pequenas e médias empresas, promovido pela Associação Comercial de São Paulo, no dia 30 de junho de 2010.

Segundo Freitas para garantir mais vendas pela internet a empresa deve operar com a maior quantidade possível de meios de pagamentos.

As perspectivas de crescimento no mercado eletrônico são as mais otimistas possíveis principalmente por causa do Boom econômico que o Brasil está vivendo. De acordo com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, em 2009 esse mercado movimentou cerca de R$ 10,8 bilhões, sendo R$ 2 bilhões somente entre pequenas e médias empresas. A estimativa é que esse número cresça até 30% em 2010.

Sandra Turchi, da ACSP, revela que o empresário precisa saber o que está acontecendo e participar, como exemplo ela aconselha a fazer conta no Twitter que é uma poderosa ferramenta de divulgação da marca.

Saber usar a rede é garantir uma oportunidade de crescimento e exploração. Mas é preciso buscar conhecimentos sobre o tema e fazer o melhor uso para convergir em lucro.

“Hoje o consumidor está muito mais informado quando vai fazer uma compra”, disse Sandra.  E certamente podemos concluir que isso o tornou mais exigente.

Para Sandra o sucesso depende de fazer uso das redes sociais, acompanhar tudo que é dito sobre a marca na rede, ter um plano de negócio, pensar em prazos mais longos para venda são atitudes que devem ser seguidas pelos pequenos e médios empresários que querem se estabelecer no mercado.

Como vantagens do uso da rede Sandra aponta:

  • menor custo de investimento
  • maior conhecimento para a marca
  • sem necessidade de investimento físico
  • permite divulgação a custos menores
  • não fica limitado a pequenas regiões

Sendo assim, caro empresário, faça como os mineiros: Não perca o trem ‘eletrônico’!

Trem das onze

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Educação financeira para classes de baixa renda.

Posted by educarbrasil em abril 27, 2010

Vamos falar de dinheiro. E como falar sobre dinheiro com aqueles que supostamente não têm muito dinheiro? Como educá-los e orientá-los a usarem e fazerem seu dinheiro crescer?

A princípio é preciso entender como pensam as classes menos abastadas sobre sua situação monetária. Sobre o que é importante para elas consumirem e porque adquirem este ou aquele produto ou serviço.

Renato Meirelles, sócio-diretor do Instituo Data Popular,  autor do livro Um Jeito Fácil de Levar a Vida e com 200 estudos sobre colaboradores de baixa renda, Denise Toledo, jornalista e comentarista de economia e Fábio Moraes, o diretor de Educação Financeira da Febraban falaram nesta tarde na Associação Comercial de São Paulo, em curso para jornalista: Como abordar o tema da orientação financeira para o público de baixa renda.

Segundo Meirelles, há 10 anos o mercado não enxergava que esta classe existia, porque só a classe A e B comprava, hoje é notório que a classe C movimenta 381 bilhões de reais por ano. O mercado descobriu que o varejo de massa é o que sustenta o comércio.

Para Meirelles é preciso então saber como se comunicar com esta classe. “Endividamento para as classe de baixa renda é estar com prestação atrasada. Busca o consumo de inclusão. São pessoas que contam centavos e não podem errar em suas escolhas, por isso são fiel às marcas”. Meirelles ainda explica que em seus estudos constatou que as empresas líderes do mercado são líderes entre as classe mais baixas. ” Para estas classe os valores são outros, a forma de ver o mundo é outra”.

Outro dado interessante apontado por Meirelles é com relação ao comportamento: “Quanto mais pobres, mais interagem uns com os outros”. Ele acredita que foram obrigados a se relacionar devido à falta de dinheiro. Acrescenta também que quanto mais pobres, maior é a concentração de jovens nas famílias.

A segunda oradora do evento ,Denise Toledo aconselha que o jornalista esteja bem inteirado sobre os assuntos de economia para escrever a respeito do tema. Acompanhar noticiários de economia, ver a base de tudo, subida da taxa de juros, gastos públicos, crises internacionais, e, para oferecer orientação financeira deve fazer uso de algumas medidas, como o uso de uma linguagem simples e acessível, com abordagem diferenciada para o público alvo e fazer com que o entrevistado seja objetivo.

“Hoje é o momento de mostrar para as pessoas grandes oportunidades para aplicar o dinheiro. O brasileiro sempre teve que cuidar mais do dinheiro por conta das inúmeras medidas governamentais como confisco, congelamento, crises.” A jornalista aponta o rádio como o melhor veículo para falar mais próximo com a população sobre finanças.

Denise Toledo finaliza criticando a educação em escolas de jornalismo que não cobram a leitura de jornais e a facilidade da internet com a prática do copia e cola. “Isto atrapalha porque não há uma prática de pesquisa, mas o jornalista tem que buscar sua qualificação”.

Fábio Moraes apontou o case do portal financeirowww.meubolsoemdia.com.br que busca auxiliar a população a cuidar melhor do dinheiro. Para ele a educação financeira é um processo mais comportamental que didático.

Ele salienta que o problema do consumo é comum no mundo inteiro. A grande preocupação do programa é mostrar para a população que o consumo só é bom se puder ocorrer sempre. Daí a necessidade de poupar para ter reservas para o futuro.  Fazer com  que o consumidor entenda que o consumo se torna inviável sem reservas.

Fábio Moraes mostra a mulher como grande aliada nesse processo porque tem mais controle financeiro e ser preocupa com o bem estar de todos na família. Já os jovens sem filhos e com carteira assinada são os que mais se endividam. Então o programa se foca nestes dois para uma educação financeira que dê resultados positivos.

Para o diretor é necessário também que este programa seja levado para dentro das empresas pois os endividamentos de trabalhadores tem se tornado um problema social, com diversos indivíduos em situação de insolvência.

“As pessoas se sentem endividadas somente quando não conseguem pagar suas dívidas, vivem no fio da navalha, não têm reservas, daí para virar inadimplentes é um passo”.  O diretor explica que em qualquer imprevisto estas pessoas já viram inadimplentes, eles vêem a dívida como uma coisa e falta de pagamento como outra.

Outro dado preocupante encontrado nos resultados das pesquisas é que as pessoas não se sentem responsáveis por sua inadimplência, sempre culpam um fator externo. Fábio aponta que é preciso mudar este comportamento, fazê-las entender que é sim culpa delas porque não se planejaram, não se prepararam.

Alguns caminhos sugeridos são usar linguagem simples para abordar este tema com as pessoas, utilizar situações reais para o uso do dinheiro e crédito, explicar os produtos e serviços bancários com clareza, apontar caminhos para refazer o controle financeiro, mostrar que é possível fazer economia. e mais uma vez fazê-los entender que a reserva garante o consumo perene.

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O papel do jornalista frente às novas mídias

Posted by educarbrasil em outubro 31, 2009

Somos invadidos por um mar de informação que vem de todas as mídias, e cada vez mais rápido. Dá para absorver tanta coisa? Talvez o papel dos jornalista na era digital seja embrulhar tudo isto e oferecer ao leitor de uma forma deglutível.

Hoje o leitor quer informação mas informação de qualidade. Os blogs vieram para ficar e podem ser uma poderosa ferramenta para os jornalistas. O profissional curioso pesquisa e se informa nas mídias sociais para saber das novas tendências e sobre o que estão falando.

As grandes empresas de comunicação saíram de baixo  dos holofotes e cederam, não por livre e espontânea vontade, o lugar para o leitor que agora se pronuncia através das novas mídias como os blogs e o twiter.

De acordo com Clayton Melo, editor executivo do IDG Now, os jornalistas devem prestar atenção nas matérias que despertam interesse e são comentadas. “Tem que acompanhar o que é falado nas redes sociais, porque isto é fonte de pauta. É uma tendência de comportamento, tem que entrar lá e conversar”, argumenta.

Clayton explica que o jornalista agora tem a função de orientar os debates para além da informação, como por exemplo criando redes de discusão.

Outro ponto apontado por Clayton é com relação à forma como as pessoas estão processando a informação. As pessoas estão mostrando por elas mesmas como estão vendo as informações  na qual estão inseridas e colocando a visão artística própria sobre a criação de outros.

O jornalista deve reforçar o caráter analítico, aconselha Clayton e usar a técnica da linkagem com assuntos relacionados. Lembra também da necessidade usar o twiter para promover sua matéria, com pequenas chamadas.

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O MORTO ESTÁ VIVO!

Posted by educarbrasil em outubro 31, 2009

Como toda quarta-feira, dona Paulinha saia à avenida Cursino, em bairro da capital paulista, pontualmente às 21 horas para colocar o lixo a fim de que o lixeiro levasse. Notou entretanto que em sua calçada fora colocado um saco com muitos entulhos que o caminhão de lixo não leva, somente caminhões designados especialmente para este objetivo pela prefeitura. “Este povo sabe que não pode fazer isso e além disso joga em minha porta! Que cretinos!”.

Perto havia também um saco que chamou ainda mais a atenção de Paulinha. O saco  tinha uma forma humana e ela quase caiu para trás de susto quando ao aproximar-se viu o saco se mexendo.

Alguns alunos de uma escola próxima que estavam do outro lado da rua aguardando condução para ir para casa, observavam Dona Paulinha e o saco. Correram para ver quando ela gritou e se assustou. Eles se aproximaram e cutucaram o saco com o pé .

Quem ou o quê estava lá dentro se mexeu e um braço caiu para fora do saco.  Os alunos afastaram-se e alguém disse: “Acho que está morto!”, outro retrucou: “Acho que está bêbado!”, e uma voz ainda disse: ” Isso aí deve ser efeito de drogas!”

Como perceberam que o ônibus estava vindo foram para o ponto e disseram: “A senhora deve chamar a polícia!”.

Dona Paulina entrou em casa e logo discou para a polícia. Após todo um cadastro sobre seu nome, endereço e documentos ouviu a atendente dizendo que a transferiria para o setor responsável. Outra nova bateria de perguntas e impaciente Dona Paulina retrucou:  “quero saber quando vocês vão mandar alguém aqui para ver o que tem no saco. Acho que é um homem morto porque não se mexe”.

Durante toda a noite Paulina não conseguiu dormir espiando pela janela o saco e esperando que os policiais viessem.

Às oito da manhã, chega o caminhão de limpeza urbana para recolher o lixo. Dona Paulina, já com olheiras, corre à porta e diz aos lixeiros. Cuidado com o saco, acho que tem alguém morto aí. Os lixeiros ouviram, olharam curiosos, mexeram no saco com os pés e nada se moveu. Deixaram o saco no mesmo lugar, seguindo, como sempre, correndo para realizar os carregamentos.

Logo depois chega o carro de polícia. Dona Paulina, também presente e preocupada, estava junto para  ver o desfecho do fato. A policial feminina chegou ao local com a informação que havia um morto dentro de um saco. Uma pequena multidão de curiosos se formou para ver o que sairia dali.

A policial abriu o saco e imediatamente o homem que estava lá dentro, levantou, com o andar trôpego de quem havia bebido muito, e saiu andando. Só sei que ouvimos a policial dizer surpresa: “O morto está vivo!”

Dona Paulinha aliviada por não estar presente de um homem possivelmente assassinado, entrou dentro de casa pensando: “e eu que perdi uma noite de sono enquanto o bêbado dormiu tranquilamente em minha calçada a noite toda!”

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Estudantes e o transporte público

Posted by educarbrasil em setembro 1, 2009

Talvez isso que relato agora aconteça na saída de muitas escolas e as pessoas parecem ter se acostumado e até achar normal, o que se torna uma vergonha, como diria Bóris Casoy, para o nosso país e sistema educacional. O fato é que ontem, dia 2 de setembro, esperava um ônibus em um ponto próximo a uma escola pública de ensino médio na cidade de São Paulo. Era o horário da saída dos alunos e o final do dia de trabalho de muitos. O ponto de ônibus rapidamente lotou. Alguns dos alunos jogavam latas de refrigerante e potes de iogurte no meio da pista e se divertiam vendo as rodas dos carros passando sobre eles, produzindo barulho e algumas vezes arremessando-os para o alto.

Será que estas crianças sabiam o risco que poderiam provocar neles mesmos ou em quem estivesse passando pelo local? Além, é claro, de estarem sujando as ruas. Sabemos que lixo pelas ruas é um dos causadores de enxentes na cidade. Mas, vamos adiante…

Após 40 minutos de espera, depois de um dia consativo de trabalho para muitos que estavam ali, o ônibus finalmente chegou, lotado. Os estudantes se amontoaram na porta à espera que ela abrisse. O motorista porém, arrancou o carro e não permitiu que ninguém subisse. O segundo ônibus que veio logo depois realizou o mesmo procedimento.

Duas senhoras que estavam próximas falaram: “Vamos pegar no outro ponto, aqui os motoristas não irão parar”. Ouvindo isto resolvi acompanhá-las. Para minha surpresa, no outro ponto havia exatamente três estudantes já esperando o mesmo ônibus. Quando ele chegou, amigos dos três que estavam lá dentro, começaram a acenar para eles. O motorista, mais uma vez parou mas não abriu a porta, mesmo tendo espaço dentro do veículo e com os usuários batendo na porta pedindo que ele abrisse. Os estudantes que estavam dentro do ônibus caçoaram dos que ficaram mais uma vez de fora, como se eles tivessem perdido uma corrida. Vitorioso era quem conseguia entrar!!!

Nesta hora não teve jeito, soltei o mesmo palavrão que a Xuxa quando falaram mal da escrita da filha Sasha.

Já pensando, mesmo cansada, em percorrer à pé, junto à poluição e barulho de carros naquele horário de pico em grande cidade, o percurso de cinco quilômetros que me levaria a meu destino, vejo chegar mais um ônibus. O letreiro estava apagado. Na dúvida, dei o sinal. Ele parou e perguntei qual o destino do ônibus. Com má vontade o motorista respondeu. Eu falei: “não dá para ver, pois o letreiro da frente está apagado e já são 8 horas da noite”.

Agora a quem reclamar? Os motoristas dizem que não páram porque os estudantes não têm educação. Os estudantes, por sua vez, não são totalmente responsáveis por seus atos, e de alguma forma não estão recebendo as orientações necessárias para agirem como cidadãos e respeitarem o espaço alheio sem prejudicar os outros com suas ações. Quem sabe até recebam mas o que fazer para que teoria e ação sejam praticadas em conjunto? Creio que uma boa ideia seria disponibilizar transporte exclusivo para eles. Pessoas que são respeitadas em seus direito tendem a respeitar o outros também. Bons exemplos, como todos sabem, é o princípio básico da boa educação.

Que tipo de adultos eles serão?

São Paulo é a maior cidade do Brasil e tudo que acontece aqui deveria servir de bom exemplo para o resto da educação no país, infelizmente o que acontece é o inverso.

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Papéis da mídia

Posted by educarbrasil em julho 3, 2009

Estudiosos de todos os campos do conhecimento concordam: Desenvolvimento do país depende da educação. E qual o papel da mídia para ajudar neste processo?

  • agenda assuntos a serem abordados
  • Influencia posição dos itens no ranking de prioridades ( os tomadores de decisão)
  • Oferece visibilidade à multiplicidade de caminhos possíveis para a construção de uma educação de qualidade
  • acompanha as etapas da dotação orçamentária
  • fiscaliza a aplicação de recuros, os proecessos licitatórios, o respeito
  • avalia os resultados e impactos da política
  • pensar em recursos alocados para tratar temáticas referentes à educação junto aos órgãos públicos

 

 

Fonte: Ciça Lessa (ANDI)

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O que compõe uma matéria jornalística

Posted by educarbrasil em julho 3, 2009

O que compõe uma matéria jornalística:

  • Título
  • Olho
  • Intertítulo
  • Foto

Na prática cotidiana perceber:

  • A qual editoria , contexto da publicação, veículo se encaixa
  • Qual o gancho, ineditismo, notícia, fato ou dado divulgado?
  • Reportagem ou artigo analítico?
  • Construção da pauta, planejamento, pesquisa prévia
  • Objetividade e subjetividade
  • Editorialização: o que se quer falar?
  • Prestar atenção no público que vai atingir

Pensar na pauta:

  • quem será ouvido?
  • o que tem tido de abordagem na mídia recente (pesquisa google) sobre esta matéria
  • objetividade é mito (ouvir várias opiniões e argumentações)
  • conhecimento prévio do tema

Construção da matéria:

  • Diagnóstico da situação das áreas para intervenção
  • Apresentação das causas e responsáveis pelos problemas que se deseja enfrentar
  • Estatísticas, demandas da população que se pretende beneficiar
  • Entrevistas, posições divergentes
  • Referencial legal
  • Exemplos de casos bem sucedidos
  • Análise e opinião de especialista na temática
  • Dar voz a fontes alternativas e contestadoras de dados oficiais
  • Noticiar o lançamento oficial de um projeto mas também sua continuidade, ideoneidade em sua execução e seus resultados

 

Fonte: Ciça Lessa (ANDI) – aula do dia 11/05/2009 Jornalismo e Políticas Públicas e Sociais

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TODOS SOMOS GENTE!

Posted by educarbrasil em junho 30, 2009

Cláudia Werneck em aula sobre inclusão, na USP

Cláudia Werneck em aula sobre inclusão, na USP

No dia 15 de junho tive o privilégio de assistir à aula COMUNICAÇÃO EM INCLUSÃO.QUEM CABE NO SEU TODO? com Cláudia Werneck.

Foi maravilho ver como esta jornalista nos coloca de frente de nossos preconceitos e os faz parecer tão sem propósito.

Cláudia fundou a Escola de Gente Comunicação em Inclusão. Sua principal frase: Não importa se alguém é mais inteligente, mais rico ou mais pobre, TODOS SOMOS GENTE!

Seres humanos, mídia e os professores têm dificuldades de entender a diversidade. Dos 16% de crianças que estão fora da escola, 76%  têm deficiência. Em seus estudos Cláudia constatou que a maior parte das pessoas vê que aqueles com deficiência não fazem parte do dia a dia. “Precisamos entender que a vida é uma formação diária. Pessoas com deficiência pertencem à espécie humana”. A jornalista critica a frase: T’oda pessoa com deficiência é eficiente! Para ela é uma informação apartidária colocando o deficiente em uma situação diferente. “O incluído não se dá conta de quanto é excluído. O excluído sabe que é excluído. As pessoas se discriminam o tempo todo sem perceber”.

Ela coloca que o país só quer investir em quem vai trazer retorno para ele. Cláudia diz que apesar de também não se considerar boazinha, aprendeu a não discriminar e que o valor vem da diversidade infinita.

Os semelhantes, lembra Cláudia, gostam dos seus semelhantes. ” A gente não suporta a diversidade, entendê-la como infinito é caro!”  E vem a questão: Se todos os seres humanos têm o mesmo valor e se este valor vem da diversiade, porque olhamos para diferenças infinitas dos seres humanos e imediatamente as julgamos?

  • Sabemos quanto custa discriminar, não quanto custa não discriminar
  • Adoramos diversidade desde que esteja em controle interno dentro da gente
  • Hierarquizamos condições humanas
  • Criança nasce para enxergar a humanidade, quando crescemos perdemos a espontâneidade de aceitar o outro com deficiência
  • Tudo que é bom para alguém com deficiência é bom para qualquer pessoa
  • Nossa estética não combina com inclusão

O que temos que entender no entanto, ressalta a jornalista, é que todos somos diferentes, ninguém é igual.

VISÃO DA ESCOLA

  • Entender que a diversidade deve ser apenas aceita, que isto é natural, não precisa ser discutido.
  • Não está preparada para nenhuma criança. ” O melhor aluno é valorizado, mas ele sozinho não faz nada”. A escola não gosta de diversidade, a criança deficiente cerebral denuncia a escola.
  • A escola não está preparada mas não pode esperar para preparar, é um processo que não dá para evitar. “Vamos sofrer juntos as dores e celebrar as vitórias.”
  • Educação inclusiva não é opicional, é o único caminho.
  • Não basta a criança com deficiência estar na escola, tem que acompanhar o dia a dia na escola.
  • A inclusão do deficiente é consequência diária de várias decisões a favor da diversidade. ” Quando não existe diversidade, não dilui a diferença como algo de valor, se for algo do dia torna-se natural.

DIREITOS

  • De acordo com o texto da Constituição Federal, no artigo 6º, a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. Deve ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, “visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. A criança com deficiência  tem o direito de amadurecer e desenvolve-se  plenamente em suas potencialidades. Para tanto é necessário adequada integração social, incluindo-se nesse contexto o acesso à educação, principal instrumento desse processo integrador.
  • O artigo 206 da Constituição, também citado no artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA),  garante “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”.
  • Negar à criança o direito de se matricular na rede regular de ensino é crime tipificado no artigo 8º, da Lei Federal nº 7.853.
  • Os pais precisam saber que desde 1973 existe a lei que pune qualquer escola que proiba a entrada de criança com deficiência em seu quadro de alunos.
  • Em 2010 não deverá mais existir escola de educação especial, apenas a complementar da escola regular.

Para jornalistas:

Ponto importante abordado pela palestrante foi a definição de que a boa mídia é aquela que ouve os dois lados. Critica que devemos fugir desta reflexão, que a diversidade é o meio, nem uma ponta, nem outra. Os jornalistas devem procurar se instruir sobre a mídia legal, buscando excluir de seu repertório palavras que discriminem.

Interessados em conhecer mais sobre o trabalho de Cláudia Werneck, acessem www.escoladegente.org.br

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Confrontos e agressões na USP

Posted by educarbrasil em junho 12, 2009

Segundo relato do Prof. Dr. Pablo Ortellado, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, os confrontos na USP, do dia 10 de  “atentam contra o diálogo, o bom senso e a liberdade de pensamento e ação.”

O Prof Pablo que vivenciou os atos de violência ocorridos na Universidade de São Paulo, no dia 10 de junho, relatou que ouviu a explosão de uma bomba e aponta este fato como gravíssimo.

Pablo contou que presenciou uma manifestação pacífica das associações de funcionários, estudantes e professores em frente à Reitoria da universidade. Logo depois, funcionários e estudantes saíram em passeata para o portão 1 para rejeitar a presença da polícia do campus.

Buscando presenciar os fatos, o professor acompanhou a organização até o portão 1, viu quando os estudantes e funcionários ficaram cara a cara com os policiais militares, na altura da Av. Alvarenga. Os integrantes da passeata integraram palavras de ordem e xingamentos contra a presença da polícia.

Pablo estimou que cerca de 1200 pessoas participavam desta manifestação. Depois deste momento, já na assembléia dos docentes da USP,realizada no prédio da História/ Geografia, Pablo conta que chegaram relatos que a tropa de choque havia agredido os estudantes e funcionários e que se iniciava um tumulto de grandes proporções.

A assembléia foi suspensa e todos foram para o estacionamento. Desceram as escadas que dão para a avenida Luciano Gualberto, buscando saber o que estava acontecendo. Na alturado gramado, uma multidão de centenas de pessoas, a maioria estudantes, corria e a tropa de choque avançava lançando bombas de concusão – Pablo explica que estas bombas são falsamente chamadas de “efeito moral” porque soltam estilhaços e machucam bastante – e de gás lacrimogêneo.

A multidão subiu correndo até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do prédio (mais ou menos em frente à lanchonete e entrada das rampas). Forte cheiro de gás lacrimogêneo foi sentido pelos que estavam presentes no local e dezenas de pessoas começaram a passar mal devido aos efeitos do gás. Pablo lembra de ter visto as professoras Graziela e Lizete, e os professores Thomas, Alessandro Soares, Cogiolla, Jorge Machado todos com os olhos inchados e vermelhos e tontos pelo efeito do gás.

A multidão de cerca de 400 ou 500 pessoas ficou acuada neste edifício cercada pela polícia e 4 helicópteros. O clima era de pânico. Durante cerca de uma hora, pelo menos, se ouviu a explosão de bombas e o cheiro de gás invadia o prédio. Depois de uma tensão que parecia infinita, receberam a notícia de que um pequeno grupo havia conseguido conversar com o chefe da tropa e persuadi-lo de recuar. Neste momento, também, os estudantes no meio de um grande tumulto haviam conseguido fazer uma pequena assembléia de umas 200 pessoas (todas as outras dispersas e em pânico) e deliberado descer até o gramado (para fazer uma assembléia mais organizada). Foi quando, o prof. Pablo recebeu a notícia que colega Thomas Haddad havia descido até a reitoria para pedir bom senso ao chefe da tropa e foi recebido com gás de pimenta e passava muito mal. Ele estava na sede da Adusp se recuperando.

Durante a espera infinita no pátio da História, os relatos de agressões se multiplicavam. Chegaram informações de que a diretoria do Sintusp foi presa de maneira arbitrária e vários estudantes haviam sido espancados ou se machucado com as bombas de concusão (inclusive o professor Jorge Machado). O professor Pablo também relatou que pelo menos três professores que tentaram mediar o conflito foram agredidos.

Na sede da Adusp, soube, por meio do relato de uma professora da TO que chegou cedo ao hospital que pelo menos dois estudantes e um funcionário haviam sido feridos. Dois colegas subiram lá (por volta das 7 e meia) e tiveram a entrada barrada. Os seguranças não deixavam ninguém entrar e nenhum funcionário podia dar qualquer informação. Uma outra delegação de professores foi ao 93o DP para ver quantas pessoas haviam sido presas. A informação que recebeu é que dois funcionários do Sintusp foram presos, mas obteve relatos de primeira pessoa de que haveria mais presos.

Finalizando seu depoimento, o professor Pablo disse que se envergonha da universidade ser dirigida por uma reitora omissa que, alertada dos riscos (que ele mesmo diz ter avisado na última sexta-feira), autorizou que essa barbárie acontecesse num campus universitário.

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AÇÕES PARA ERRADICAR ANALFABETISMO

Posted by educarbrasil em junho 12, 2009

“Para mudar as medidas de alfabetização de uma população leva muito tempo!”

Esta frase de José Roberto de Toledo, mostra como é necessário começar o mais rápido possível ações políticas que melhorem os dados de alfabetização do Brasil.

Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2007, 14 milhões de pessoas são analfabetas no Brasil. Se somarmos a este dado os analfabetos funcionais – pessoas que sabem ler, mas têm grandes dificuldades em interpretar textos – chegaremos a 32,1 milhões de pessoas, ou 26% da população acima de 15 anos de idade.

O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) preve a erradicação do analfabetismo no país para 2017. Para isso estão sendo concentrados esforços nas cidades brasileiras onde 35% da população, com idade entre 15 e 29 anos, não sabem ler. No Nordeste brasileiro se concentra 90% dos municípios com os mais altos índices de analfabetismo.

Ações para o projeto de acordo com as normas do programa definidas pelas Resoluções nº 45 e 65 de 2007

  •  apoio financeiro para capacitar os alfabetizadores antes do início das aulas e durante todo o período do curso de alfabetização
  • Aos municípios cabe localizar e mobilizar os analfabetos, selecionar os professores e coordenar e supervisionar sua capacitação inicial e em serviço
  • os municípios devem definir metas e diretrizes e elaborar planos plurianuais de alfabetização, que são revistos anualmente.
  • selecionar  alfabetizadores entre professores das redes públicas e voluntários com formação mínima de nível médio

As nações que mais se desenvolvem já aprendenram que o caminho é investir em educação.

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