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TODOS SOMOS GENTE!

Posted by educarbrasil em junho 30, 2009

Cláudia Werneck em aula sobre inclusão, na USP

Cláudia Werneck em aula sobre inclusão, na USP

No dia 15 de junho tive o privilégio de assistir à aula COMUNICAÇÃO EM INCLUSÃO.QUEM CABE NO SEU TODO? com Cláudia Werneck.

Foi maravilho ver como esta jornalista nos coloca de frente de nossos preconceitos e os faz parecer tão sem propósito.

Cláudia fundou a Escola de Gente Comunicação em Inclusão. Sua principal frase: Não importa se alguém é mais inteligente, mais rico ou mais pobre, TODOS SOMOS GENTE!

Seres humanos, mídia e os professores têm dificuldades de entender a diversidade. Dos 16% de crianças que estão fora da escola, 76%  têm deficiência. Em seus estudos Cláudia constatou que a maior parte das pessoas vê que aqueles com deficiência não fazem parte do dia a dia. “Precisamos entender que a vida é uma formação diária. Pessoas com deficiência pertencem à espécie humana”. A jornalista critica a frase: T’oda pessoa com deficiência é eficiente! Para ela é uma informação apartidária colocando o deficiente em uma situação diferente. “O incluído não se dá conta de quanto é excluído. O excluído sabe que é excluído. As pessoas se discriminam o tempo todo sem perceber”.

Ela coloca que o país só quer investir em quem vai trazer retorno para ele. Cláudia diz que apesar de também não se considerar boazinha, aprendeu a não discriminar e que o valor vem da diversidade infinita.

Os semelhantes, lembra Cláudia, gostam dos seus semelhantes. ” A gente não suporta a diversidade, entendê-la como infinito é caro!”  E vem a questão: Se todos os seres humanos têm o mesmo valor e se este valor vem da diversiade, porque olhamos para diferenças infinitas dos seres humanos e imediatamente as julgamos?

  • Sabemos quanto custa discriminar, não quanto custa não discriminar
  • Adoramos diversidade desde que esteja em controle interno dentro da gente
  • Hierarquizamos condições humanas
  • Criança nasce para enxergar a humanidade, quando crescemos perdemos a espontâneidade de aceitar o outro com deficiência
  • Tudo que é bom para alguém com deficiência é bom para qualquer pessoa
  • Nossa estética não combina com inclusão

O que temos que entender no entanto, ressalta a jornalista, é que todos somos diferentes, ninguém é igual.

VISÃO DA ESCOLA

  • Entender que a diversidade deve ser apenas aceita, que isto é natural, não precisa ser discutido.
  • Não está preparada para nenhuma criança. ” O melhor aluno é valorizado, mas ele sozinho não faz nada”. A escola não gosta de diversidade, a criança deficiente cerebral denuncia a escola.
  • A escola não está preparada mas não pode esperar para preparar, é um processo que não dá para evitar. “Vamos sofrer juntos as dores e celebrar as vitórias.”
  • Educação inclusiva não é opicional, é o único caminho.
  • Não basta a criança com deficiência estar na escola, tem que acompanhar o dia a dia na escola.
  • A inclusão do deficiente é consequência diária de várias decisões a favor da diversidade. ” Quando não existe diversidade, não dilui a diferença como algo de valor, se for algo do dia torna-se natural.

DIREITOS

  • De acordo com o texto da Constituição Federal, no artigo 6º, a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. Deve ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, “visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. A criança com deficiência  tem o direito de amadurecer e desenvolve-se  plenamente em suas potencialidades. Para tanto é necessário adequada integração social, incluindo-se nesse contexto o acesso à educação, principal instrumento desse processo integrador.
  • O artigo 206 da Constituição, também citado no artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA),  garante “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”.
  • Negar à criança o direito de se matricular na rede regular de ensino é crime tipificado no artigo 8º, da Lei Federal nº 7.853.
  • Os pais precisam saber que desde 1973 existe a lei que pune qualquer escola que proiba a entrada de criança com deficiência em seu quadro de alunos.
  • Em 2010 não deverá mais existir escola de educação especial, apenas a complementar da escola regular.

Para jornalistas:

Ponto importante abordado pela palestrante foi a definição de que a boa mídia é aquela que ouve os dois lados. Critica que devemos fugir desta reflexão, que a diversidade é o meio, nem uma ponta, nem outra. Os jornalistas devem procurar se instruir sobre a mídia legal, buscando excluir de seu repertório palavras que discriminem.

Interessados em conhecer mais sobre o trabalho de Cláudia Werneck, acessem www.escoladegente.org.br

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